Tânia Reis escreve para as amigas voluntários dos bordados

Minhas queridas e verdadeira amigas do Obreiros do Caminho, hoje não estarei aí fisicamente mas sei que estarei em cada coração assim como vocês estão no meu.

Hoje não estou despedindo deste meu trabalho, apenas peço uma breve licença para realizar outro em outro lugar, mas continuarei fazendo o possível para não me desligar por inteiro. Peço permissão para trazer os trabalhos desta creche para fazê-los em casa ou onde der pra fazer, só não quero parar.
Em especial dona Odete, Maria Rosa, Abadia, Eliete e Mônica, com muito pezar e de coração partido que sinto tanto não poder mais traze-las e leva-las de volta cada dia. Cada dia que assim o fiz com gosto e dedicação, assim como com cada uma das outras. Espero que assim que estiver mais controlada, se for da vontade de Deus, voltarei com a carona.

Pedi tanto a Deus um emprego de 2ª a 6ª feira a tarde para poder continuar a bordar e ficar com a minha filha na parte da manhã. Hoje posso dizer que fui atendida e agradeço muito por isto a todo instante.
Os bordados foram importantes para mim. Desde o dia 17 de março de 2001 cresci todos os dias. Hoje um pouco mais lúcida, entendo que tinha que ter ido aí e conhece-las para poder passar por tudo que estou passando. O meu tratamento começou neste dia e talvez por ser loira e um pouco teimosa tenha demorado mais, mas valeu a pena cada dia, cada ponto cruz, cada laçada, cada choro ou risada e os desabafos entre nós. Vocês são escolhidas a dedo e muito especiais. Cada uma de vocês possui um papel e uma função merecedora neste trabalho. Agradeço a Deus por fazer parte dele. Como disse estou apenas de recesso. Não sei quais são os planos de Deus para minha vida, mas estou aprendendo a aceita-los e realiza-los.

Quanto ao lanche acho que a minha rebeldia dos últimos meses já devia ser uma preparação para minha saída e ao mesmo tempo uma resistência em sair. Hoje vejo com mais clareza, mas todas as vezes fui de coração. Gostaria que assim continuasse: - apenas uma tarde nos sete dias da semana. Não importa se não tem coca-cola, se o bolo não tem cobertura, se a rosca tem mortadela, o importante é que neste momento doamos o que temos, a parte do dinheiro de cada uma misturado no todo faz o milagre da multiplicação.

Acredito que Deus nos concedeu uma mesa tão farta quanto deveria ser com aquilo que há de melhor, mesmo que não consigamos perceber. Lembrem-se que a nossa amizade não é por acaso, todas tem a sua missão e para isto é preciso doar também. Lembrem-se de mim toda vez que comerem uma broa, um biscoito ou uma rosca; guardem a minha lembrança ao pegarem a linha para o bordado porque estarei aí com vocês dentro do coração de cada uma de vocês.

Dicas para o lanche: - Geralmente conto as pessoas, o dinheiro arrecadado e faço a compra nos gostos de cada uma: - Dona Odete, gosta de broa sem tempero; Maria Rosa prefere mané-pelado; Vanda prefere o bolo sem cobertura e sem chocolate, não come carne, mortadela ou frango. Não consegui captar ainda as preferências das outras, por isto geralmente trago as quitandas que todas gostam: - biscoito de queijo, pão de queijo, broa temperada, sempre escolhendo os produtos feitos no dia.

Bem, como sempre já falei demais. Pelo menos nos próximos três meses que estarei em experiência não poderei ir.

Obrigado por me aguentarem.
Fiquem com Deus.
Beijos. Amo vocês: Tânia Reis

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